domingo, 7 de novembro de 2010

Viver ou sobreviver?

Hoje aconteceu um fato comigo que eu definitivamente não poderia deixar de registrar aqui. Na verdade, não foi bem um fato que aconteceu, e sim um filme que eu assisti. Depois de uma certa relutância e até mesmo preconceito para ir ao cinema, o filme “Comer Rezar Amar” ganhou minha admiração e me rendeu muitas reflexões.

É interessante ver como as pessoas se conformam com suas vidas e permitem que a rotina sugue todos os seus sonhos e vontades. Afinal, o mundo é tão imenso, com tantas pessoas, lugares e culturas diferentes, que é de certa forma inconcebível pra mim a idéia de passar a vida toda estacionado da mesma maneira, sem me arriscar a experimentar novas sensações e conhecer mais sobre o mundo e as pessoas que moram nele. Penso isso, pois, para mim, existe uma grande diferença entre viver e simplesmente sobreviver.

A pessoa que sobrevive é aquela que se forma, arruma um bom trabalho, casa, constrói uma família linda, passa as férias sempre na mesma praia e termina a vida no alpendre de casa fofocando sobre os vizinhos. Para a pessoa que sobrevive (e isto engloba muita gente), esta é a vida perfeita, e é suficiente para que ela seja completamente feliz.

Já a pessoa que vive de verdade, bom, esta seria impossível descrever aqui, pois a principal diferença está justamente no fato de ela não ter uma rotina pré-estabelecida, por estar sempre correndo atrás do seu próprio equilíbrio e realização. Para a pessoa que vive, arriscar, tentar e experimentar coisas novas são atividades fundamentais para que ela consiga descobrir o que realmente lhe dá prazer na vida. É uma eterna busca pelo autoconhecimento, para conseguir nortear suas escolhas sempre com base em suas reais características, e não nos modelos pré-estabelecidos pela sociedade.

Eu, particularmente, acredito bastante na segunda teoria. Afinal, para mim, se existe algum sentido na vida ele estará escondido atrás das (ou nas próprias) inúmeras possibilidades que ela nos oferece. Além disso, penso que somente conhecendo estas possibilidades todas é que poderemos dizer o que é bom ou não para nós. Mas isso, claro, é um pensamento de uma pessoa inquieta e inconformada, que está sempre em busca de conhecimentos e evolução.

Na verdade, no fim das contas eu cheguei à conclusão de que estou no caminho certo para a minha realização pessoal. Vir para São Paulo, por exemplo, mais do que adquirir experiência e currículo profissional, está servindo como um teste, para que eu possa conhecer melhor meus limites e valores. Acho que esta é uma ótima maneira de entrar em contato comigo mesmo, e nada melhor do que conhecer a mim mesmo para descobrir como posso me fazer feliz...

6 comentários:

Pam~~* disse...

E o Oscar de melhor escolha vai para... !
Hahaha. Desculpe, não resisti! =x

Ia dizer que concordo e td mais, mas vc já sabe. Então... =)

=*

Anônimo disse...

Gostei do seu jeito de escrever... vou perder um bom tempo refletindo sobre suas reflexões. Uma pergunta... é inevitável uma hora, ou em algum momento a rotina participar da nossa vida. Como vc sugere um dia a dia de trabalho, sem a rotina ?

Diego Segura disse...

Talvez a melhor forma de evitar a rotina seja não tentar evitá-la. Eu, pelo menos, tento colocar um pouco de mim naquilo que faço, sem me conformar ou obedecer a regras pré-estabelecidas...
No fim das contas percebo que cada dia é diferente do outro, pq mudamos constantemente, e aprendemos, ou não... hehe

Anônimo disse...

E de vez enquando bem no fim do dia, não vem em você aquele desanimo, pois foi aquele dia que nada acrescentou, que nada foi aproveitado e que o maior desejo é que ele simplesmente acabe o mais rápido possível para que o outro dia seja melhor ? Você não tem aquele sentimento de dia perdido ? Quando eu sinto isso, eu sei estou entrando de novo em uma rotina!

Diego Segura disse...

Então, acho isso bem complicado. Na verdade, penso que esperar que o dia acabe não vai fazer o outro ser melhor, porque o que faz do dia diferente é como você lida com ele.
Acho que se esse sentimento se torna frequente na nossa vida, é sinal de que está na hora de mudarmos alguma coisa, porque estamos estacionando...

Anônimo disse...

Exemplo: meu dia hj, não foi dos melhores. Acordei, aquela manhã carregada, que se arrastou pelos minutos. A tarde tentei fazer meu dia melhor, fui dar uma volta, comprei um perfume que fazia tempo q eu paquerava. Achei q tinha salvado meu dia, e tudo isso para finalizar com uma mentira, ou melhor uma fofoca, que só reverteu em brigas, desconfianças e choros. E eu tentei fazer meu dia melhor, porém fugiu do meu alcance fazê-lo. E agora ? Me resta 1 hora apenas!!! =(