Poxa, faz realmente muito tempo que não posto nada aqui! Acho que sempre vi esse blog como um espaço para registrar descobertas e constatações, dando a elas uma roupagem de verdade absoluta, quase que com um tom científico. Hoje, porém, confesso que gostaria de poder ter essa certeza sobre as coisas novamente, para pode registrar tudo o que penso aqui sem medo, como fazia antes.
Não sei se é por causa da maturidade que vem com os anos de vida, da responsabilidade de cuidar das próprias despesas, ou simplesmente das peculiaridades de se morar em uma cidade como São Paulo, mas hoje percebo que o mundo – e as pessoas – é muito mais complexo do que previa aquele universitário que aqui escrevia há cerca de dois anos. Os caminhos que percorremos são tão diferentes, que me atrevo a dizer que não existe certo ou errado. Talvez apenas exista o conveniente e o inconveniente.
Bom, hoje não quero florear muito o meu texto, e muito menos ficar divagando sobre lições de moral recém-aprendidas. Vou apenas registrar duas constatações importantes:
- Cada indivíduo tem a missão de encontrar o seu próprio caminho para a felicidade, por mais incoerente que possa parecer aos olhos alheios. Por isso, não cabe a mim julgar a felicidade alheia (por mais que eu a ache, muitas vezes, absurda).
- Relacionamentos (desde as amizades até os casamentos) pressupõem interesses, sejam eles psicológicos, materiais, ou ambos. Eles podem ser sutis e até imperceptíveis, ou ainda escancarados e, por que não, descarados? Até mesmo uma simples conversa de bom dia tem um propósito, mesmo que seja o de cumprir um protocolo para não ser taxado de arrogante. O ponto de atenção é que o descompasso de interesses gera decepção.