sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Felicidade, relacionamentos e interesses


Poxa, faz realmente muito tempo que não posto nada aqui! Acho que sempre vi esse blog como um espaço para registrar descobertas e constatações, dando a elas uma roupagem de verdade absoluta, quase que com um tom científico. Hoje, porém, confesso que gostaria de poder ter essa certeza sobre as coisas novamente, para pode registrar tudo o que penso aqui sem medo, como fazia antes.

Não sei se é por causa da maturidade que vem com os anos de vida, da responsabilidade de cuidar das próprias despesas, ou simplesmente das peculiaridades de se morar em uma cidade como São Paulo, mas hoje percebo que o mundo – e as pessoas – é muito mais complexo do que previa aquele universitário que aqui escrevia há cerca de dois anos. Os caminhos que percorremos são tão diferentes, que me atrevo a dizer que não existe certo ou errado. Talvez apenas exista o conveniente e o inconveniente.

Bom, hoje não quero florear muito o meu texto, e muito menos ficar divagando sobre lições de moral recém-aprendidas. Vou apenas registrar duas constatações importantes:

  • Cada indivíduo tem a missão de encontrar o seu próprio caminho para a felicidade, por mais incoerente que possa parecer aos olhos alheios. Por isso, não cabe a mim julgar a felicidade alheia (por mais que eu a ache, muitas vezes, absurda).
  • Relacionamentos (desde as amizades até os casamentos) pressupõem interesses, sejam eles psicológicos, materiais, ou ambos. Eles podem ser sutis e até imperceptíveis, ou ainda escancarados e, por que não, descarados? Até mesmo uma simples conversa de bom dia tem um propósito, mesmo que seja o de cumprir um protocolo para não ser taxado de arrogante. O ponto de atenção é que o descompasso de interesses gera decepção.

domingo, 12 de junho de 2011

Tipos estranhos nas Mídias Sociais


Sete tipos de pessoas que deveriam ser banidas das Mídias Sociais:

1.Gente que posta um feito idiota no Twitter achando aquilo a coisa mais legal do mundo.
2.Gente que só publica fotos narcisistas no Facebook, como se fosse relevante para quem visita o álbum visualizar 15 ângulos diferentes da mesma pessoa – e sem qualquer imagem relevante como plano de fundo.
3.Gente que “curte” ou comenta nessas fotos.
4.Gente que posta coisas como “fui na minha tia e já volto ;*” no Twitter, achando que alguém realmente se importa com isso.
5.Gente que posta coisas muito legais que me deixam com inveja.
6.Gente que coloca foto sem camisa ou de biquíni no perfil – com exceção das gostosas.
7.Gente que usa as mídias sociais como divã e só fica reclamando da vida e dos outros (eu).

E você, conhece mais algum tipo estranho que não está listado aqui? Fique à vontade para se expressar e compartilhar conosco.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A reputação on-line


Muito se discute atualmente sobre a distinção entre público e privado, levando em consideração a exposição que a internet dá às nossas ações particulares, e principalmente como isto pode interferir na nossa imagem profissional. Seguindo a linha de especialistas mais apocalípticos, Eric Schmidt, ex-principal do Google, já chegou a sugerir que, no futuro, as pessoas terão dois nomes durante a vida.
Ontem li um post muito interessante sobre o tema no Blog A Quinta Onda, do Mauro Segura, atual líder de Marketing e Comunicação da IBM Brasil - e que infelizmente não é meu parente. Lá ele traz algumas dicas interessantes sobre manutenção da reputação, e até traz dados interessantes, como esta opinião do Schmidt – confesso que me apropriei da informação. Mas ele, por sua vez, retirou da Exame, então estamos quites rsrs.
Em todo caso, devo admitir que eu não concordo com esta preocupação exagerada que se ouve por aí sobre a reputação on-line, e posso elencar algumas razões que, para mim, hoje fazem sentido:
1.       Não que eu ache positivo as pessoas saírem por aí acabando com sua imagem, mas acredito que, na rede, elas apenas expressam o seu real perfil. Neste caso, a internet apenas potencializa um mecanismo de seleção que já é utilizado pelas empresas na hora da contratação, que avalia o candidato em níveis intelectuais, capacitacionais e comportamentais. Em outras palavras, se você tiver o perfil da vaga almejada, você será escolhido - e se bom senso for um dos predicados exigidos, isto certamente estará expresso na sua imagem on-line.

2.       Cada vez mais o público e o privado se misturam, de modo que, se as novas gerações já crescem sem esta noção de diferença, acredito que no futuro haverá um novo conceito sobre o que é aceitável. Um bom exemplo disto é a mudança de comportamento no ambiente corporativo que já está havendo por conta da geração Y. Acredito que, no futuro, com as novas gerações tomando a liderança, as empresas serão menos rigorosas com relação ao que pode ser considerado desabonador.
Por fim, acredito que mais do que se preocupar com as atitudes das pessoas na rede, as discussões deveriam se voltar para o que leva as pessoas a agirem de tal forma. Será uma falta de orientação moral? Ou uma simples vontade de expressar sua individualidade? Seria, talvez, o mesmo problema social que enfrentamos hoje no mundo off-line, onde as pessoas parecem não ter consciência de seus atos – ou ao menos fingem não se importar? Enfim, o que sei é que, se um indivíduo comete atitudes nonsense no ciberespaço, provavelmente ele tenha atitudes do mesmo nível no universo off-line.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O momento certo

Seis meses depois do meu último post no blog, acho que já passou da hora de eu voltar a marcar presença por aqui. Além do mais, depois de todo esse tempo longe – assumo que mais por falta de tempo do que de vontade –, assunto é o que não falta pra esse post.

Nesse meio tempo já tive duas moradias em São Paulo, fiz novas amizades e também inimizades, comecei minha pós-graduação na USP, me encantei com pessoas que antes eu sequer notava, me decepcionei com algumas para quem eu muito me dedicava, já quis abandonar São Paulo pra sempre, já agradeci muito por ter vindo pra cá, já me apaixonei, por pessoas, lugares, e sabores...

O legal, depois de tudo isso, é voltar aqui no Blog, reler coisas que escrevi há anos, e ver como tudo se repete, em um verdadeiro ciclo sem fim, igual àquele descrito na música tema do clássico O Rei Leão mesmo, que conhecemos ainda na infância. O que quero registrar aqui hoje, é justamente mais uma etapa desse ciclo sem fim no qual estou metido, na esperança de que no futuro, eu consiga olhar pra isso e ver que tudo está melhor.

Acho que com o passar do tempo, a experiência vai nos mostrando alguns caminhos mais prováveis pra esse jogo da vida, e passa a nos permitir até mesmo prever algumas circunstâncias e até mesmo reações. Essa mesma experiência, inclusive, me permite hoje identificar muitos momentos que poderiam ter sido melhor aproveitados na minha vida.

Acho que por causa daquela velha história que inventamos, de coisas que acontecem na hora errada, ficamos sempre esperando que tudo acontecesse diferente, da forma como sempre sonhamos. Aí são várias reclamações, indignações, esperando uma felicidade que nunca vem, e deixando pessoas e oportunidades irem embora de nossas vidas.

Sei que hoje procuro não ficar mais sentado esperando tudo se repetir novamente, pra quem sabe aí ser o momento certo. Por mais que algumas pessoas digam que não devemos nos contentar com “o que tem pra hoje”, e que devemos lutar pelo que julgamos ser o ideal, eu acho que realmente tudo tem seu porquê, e mais do que isso, talvez o legal seja justamente o fato de nada acontecer no momento perfeito, porque é isso que torna tudo mais verdadeiro, mais intenso, mais perigoso e mais apaixonante. Esse é um charme que o momento certo não pode dar.

domingo, 7 de novembro de 2010

Viver ou sobreviver?

Hoje aconteceu um fato comigo que eu definitivamente não poderia deixar de registrar aqui. Na verdade, não foi bem um fato que aconteceu, e sim um filme que eu assisti. Depois de uma certa relutância e até mesmo preconceito para ir ao cinema, o filme “Comer Rezar Amar” ganhou minha admiração e me rendeu muitas reflexões.

É interessante ver como as pessoas se conformam com suas vidas e permitem que a rotina sugue todos os seus sonhos e vontades. Afinal, o mundo é tão imenso, com tantas pessoas, lugares e culturas diferentes, que é de certa forma inconcebível pra mim a idéia de passar a vida toda estacionado da mesma maneira, sem me arriscar a experimentar novas sensações e conhecer mais sobre o mundo e as pessoas que moram nele. Penso isso, pois, para mim, existe uma grande diferença entre viver e simplesmente sobreviver.

A pessoa que sobrevive é aquela que se forma, arruma um bom trabalho, casa, constrói uma família linda, passa as férias sempre na mesma praia e termina a vida no alpendre de casa fofocando sobre os vizinhos. Para a pessoa que sobrevive (e isto engloba muita gente), esta é a vida perfeita, e é suficiente para que ela seja completamente feliz.

Já a pessoa que vive de verdade, bom, esta seria impossível descrever aqui, pois a principal diferença está justamente no fato de ela não ter uma rotina pré-estabelecida, por estar sempre correndo atrás do seu próprio equilíbrio e realização. Para a pessoa que vive, arriscar, tentar e experimentar coisas novas são atividades fundamentais para que ela consiga descobrir o que realmente lhe dá prazer na vida. É uma eterna busca pelo autoconhecimento, para conseguir nortear suas escolhas sempre com base em suas reais características, e não nos modelos pré-estabelecidos pela sociedade.

Eu, particularmente, acredito bastante na segunda teoria. Afinal, para mim, se existe algum sentido na vida ele estará escondido atrás das (ou nas próprias) inúmeras possibilidades que ela nos oferece. Além disso, penso que somente conhecendo estas possibilidades todas é que poderemos dizer o que é bom ou não para nós. Mas isso, claro, é um pensamento de uma pessoa inquieta e inconformada, que está sempre em busca de conhecimentos e evolução.

Na verdade, no fim das contas eu cheguei à conclusão de que estou no caminho certo para a minha realização pessoal. Vir para São Paulo, por exemplo, mais do que adquirir experiência e currículo profissional, está servindo como um teste, para que eu possa conhecer melhor meus limites e valores. Acho que esta é uma ótima maneira de entrar em contato comigo mesmo, e nada melhor do que conhecer a mim mesmo para descobrir como posso me fazer feliz...